18.5.10

Sabe música que te faz esquecer de tudo? Até de um cansaço acumulado de dias e dias de caminhada com um converse velho, ou das dores nas costas e joelhos causadas pelo mesmo, ou da histeria que é estar de férias num lugar incrível e que te oferece tudo o que você quiser (ou puder pagar...). Te faz até esquecer quem você é, onde é sua casa, seu trabalho, sua família, tudo. Te leva pra um lugar que é só dela própria, naquele momento. Shows levam essa sensação a um extremo - pelo menos pra mim.

Quando Victoria entra no palco com seus companheiros você até os nota, mas assim que ela começa a se mover e a primeira nota de "Walk in the Park" cantada na sua voz rouca chega a seus ouvidos você é dela. A decoração simples, porém linda do palco funciona super bem - as "piñatas" giram e espalham as cores dos canhões de luz, criando a sensação de movimento num palco onde os músicos pouco se movem. Porém, nada é inexpressivo - pelo contrário

Victoria se mexe como um rock star (ela veste um largo paletó branco, aberto, com as mangas dobradas), e "bate o cabelo" como faria talvez algum dos membros do Metallica, mas de maneira incrivelmente hipnotizante e suave, sem sair da sua posição. Aliás, é incrível como ela não dá um passo sequer e mesmo assim, o palco é dela - todos os olhos miram em sua direção.

Seus comparsas executam com extrema competência todas as canções de Teen Dream, e mais algumas dos discos anteriores - além de presentear a platéia com uma inédita ("never played before live", segundo Victoria). A essa altura estamos todos mais que hipnotizados, impressionados e boquiabertos. Esqueço de mencionar que a voz de Victoria, "pessoalmente", é muito mais potente do que aparenta nos discos e ecoa pela casa. As músicas ganham impressionante profundidade ao vivo.

Pouco antes do fim do concerto, as luzes assumem caráter diferente - a bola de espelhos monstruosa no teto do espaço é iluminada e de repente estamos no vídeo de "Maps", do YYY, mas é "Take Care" que começa. A histeria (interna) atinge limites poucas vezes antes alcançado. Após a última canção - que eu nem me lembro qual foi, dado o estado de hipnose musical, talvez tenha sido "Lover of Mine" - as luzes acendem e a multidão entope as escadarias. Vamos "para casa" com uma sensação esquisita. No dia seguinte João me sugere comprar um paletó.




27.4.10

Os caras do Twin Sister são tão cool, mas tanto, que me fizeram escrever outro post só pra falar um pouquinho mais sobre eles.

É que eu acabo de ver um vídeo sen-sa-cio-nal deles tocando "Something About Us" do Daft Punk (que eu desconheço na versão original). Mesmo assim a cover é digna de vários replays de tão gostosa. O vídeo foi feito num pequeno show num teto no Brookling, e divulgado aqui.

Outra coisa muito legal que eu só reparei agora (oquei, estou desatenta ultimamente) é que no site deles eles colocaram mini playlists de músicas que eles tem escutado, e o mais legal ainda é que nesse mix tem Kraftwerk, Paul McCartney, Donald Byrd e YMO, entre outras coisas. Fantástico. Além disso, postaram um mix de músicas indianas (que ainda não ouvi, mas não vejo a hora). Tudo pra baixar. Passa lá.

26.4.10



Posts semanais? Bom, já está melhor que os antigos anuais... Estou me esforçando bastante, ainda mais agora que se aproxima uma ausência programada. Eu continuo na mesma vibe, mas para mudar um pouco, hoje posto dois discos (na verdade EPs) que além de excelentes, estão colocados para download gratuito e legal na internê!


As duas bandas tem som parecido - vocais femininos, vibe dreamy, elementos eletrônicos, etc... Soa familiar? Bem, é o que eu tenho gostado de ouvir.


Voltando às bandas - Twin Sister é um coletivo de músicos de NY (e arredores) que gosta de brincar bastante com sua música. Eles deixam pedaços de suas composições em desenvolvimento no site, pedem comentários das pessoas, vão retrabalhando as canções e postando novamente. É interessante como além de registrar o processo de composição eles dividem isso com as pessoas.


Mas o legal mesmo é que a banda é boa, e traz certo frescor pop ao tipo de música que tem dominado este blog ultimamente. O último lançamento do grupo, "Color Your Life", mostra bem isso. São 6 canções que variam do groove a algo similar à trilha do Air, postada aqui em baixo, contando com vocais femininos bem "fofos" e ensolarados. "Lady Daydream" e "Galaxy Plateau" são mais instrumentais, e (não tão) por acaso, são minhas favoritas.


Vale a pena também baixar o primeiro EP deles, "Vampires With Dreaming Kids" (disponível no site da banda) que é um pouco menos elaborado na produção, mas também tem músicas lindasdemorrer como "Ginger", uma balada pop e o hit do disco.



**UPDATE - O EP "Colour Your Life" só estava disponível no site do Twin Sister por duas semanas e eu nem notei, já que o restante do material deles no site continua "downloadable". De qualquer maneira, o link está aqui pra quem quiser baixar diretamente.




O outro EP é um pouco menos fofo e pop, mas não de menor qualidade. "The Years" é o primeiro EP do Memoryhouse, nome que parece perfeito para essa dupla. O som é completamente dream-like. A voz da vocalista Denise Nouvion parece um susurro dentro de um sonho, ou uma memória distante, e as poucas batidas que a acompanham sustentam essa sensação pelo restante do curto álbum. Inclusive em "Lately" a banda usa um sample da excelente trilha do "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" que é do Jon Brion. Tudo muito lindo e coeso.


Poderia escrever a palavra sonho mais quinze vezes para descrever a atmosfera criada por esses dois canadenses, mas é mais fácil ouvir. E talvez, entrar no flickr deles para contemplar essas imagens lindas que parecem tiradas de um.... sonho! Fotos cheias de flaires e manchas coloridas, que lembram a capa do EP. Isso tudo sem falar no blog, que também tráz textos interessantes. Bom, taí - é toda essa atmosfera criada pela banda que me fascina. Ouça "To The Lighthouse" e entenda o que eu estou falando.

21.4.10



momentos delicados pedem companhia. momentos delicados pedem música que fala além da letra, além da qualidade sonora e além de estilos musicais.

meus momentos delicados pedem memória, passado, sonho, e saudosismo (tanto do que foi bom como do ruim). meus momentos delicados só são delicados vistos de fora - por dentro são erupções. talvez por isso a música que os acompanham são intensas, mas tem seu lado 'delicado'.

eu não lembro se já postei esse disco aqui - mas não interessa. é muito bom e merece ser postado novamente. a trilha do virgin suicides - meu filme favorito da adolescência, junto com high fidelity. filme à parte, a trilha é genial. tanto, que posto aqui os dois discos - o do air e o score.

o do air é um disco do air - muito "lounge", guitarras setentistas, batidas e teclados oitentistas, vocais eventuais e um certo ar sombrio (a lá "felt mountain"). "playground love" até hoje me deixa arrepiada, e me faz lembrar de cada cena do finzinho do filme. "highscool lover", a versão instrumental também é linda - e tenho certeza que inspirou o jon brion pra trilha do 'eternal sunshine' - outra belezura. "dead bodies" é uma pérola dançante perdida no meio dessa escuridão toda. mas a trilha do air é só pra dar o clima.

a trilha restante é fantástica - composta majoritariamente por bandas que - na época (eu era bem novinha quando saiu esse filme...) - eu nem fazia idéia do que era. e foi lindo, descobrir o heart, o sloan, todd rundgren...

na verdade a trilha é uma grande bizarrice. uma compilação 70's, que faz todo o sentido, principalmente se vc já assitiu ao filme. não sei nem como descrever direito. talvez essa seja a graça - é apenas uma mistura de canções velhas, mas que ganham sentido por causa de uma história, por causa de cinco garotas loiras, por causa de uma família despedaçada, de um professor de matemática, de uma mãe autoritária, de um subúrbio deprimente, de uma paixão desiludida, da cecília, dos discos queimados e da árvore deposta; por causa da obsessão, por causa da asfixia.

13.4.10


Ultimamente tenho escutado com mais frequência bandas parecidas entre si, geralmente com mulheres no vocal, sons mais eletrônicos e algo "dream pop". Coisas que me lebram o Air da trilha de "Virgin Suicides" e o "Felt Mountain" do Goldfrapp - dois discos que eu amo.

Uma delas é White Hinterland, aka Casey Dienel. Na verdade faz um tempinho que estou querendo postar o "Kairos", terceiro disco da compositora, mas o único que me fisgou de verdade. Esse álbum é bem diferente dos outros trabalhos dela, e segue bem a linha que eu havia falado (batidas eletrônicas, voz feminina, etc.).

Sua voz forte e fina, somada às batidas pesadas e sintetizadores levam a sonoridade muito para o lado do Dirty Projectors durante alguns momentos do disco, mas quase sem guitarras - o foco é mesmo nas batidas. "Moon Jam" e "No Logic" são dois bons exemplos dessa semelhança - principalmente a segunda, onde a levada é mais "africana" somada a breves momentos de guitarra (que mais parecem likembés).

Mas as minhas favoritas são mesmo os hits: "Amsterdam", a mais sombria e intimista do disco é um pouco mais industrial, mas ao mesmo tempo super delicada - a voz de Casey casa com as batidas de forma inexplicavelmente harmoniosa. E por fim, "Icarus" - hit pop de levada simples, ritmada e fácil. Uma delícia.

Kairos não é um álbum espetacular, mas é uma ótima coleção de belas canções.

5.4.10


Joanna Newsom tem apenas 3 anos a mais que eu. Esse dado me assustou muito, já que um disco desses transborda maturidade. "Have One On Me" é uma paulada, uma grosseria, de tão bom que é. E olha que eu nem sou fã incondicional da cantora - perdi o show que ela fez por aqui em 2007, mesmo tendo pago pelos ingressos.

Mas voltemos ao tão discutido álbum - colocado rapidamente pelo time do Pitchfork no selo "best new music" do site, com nota 9.2 (passe lá e verá que dentre os 20 últimos discos "selados" como BNM, o único que se aproxima de Joanna é o "Teen Dream", já postado aqui, com nota 9.0).

Além da voz "nova", esse lançamento apresenta Joanna mais pretenciosa, machucada e ao mesmo tempo segura. E isso tudo é ótimo. A influência de Callahan na música dela (pelo menos para mim) parece óbvia, e vai além das letras, inserindo trechos bem americanos no meio desta "ópera folk chinesa". Isso aparece claramente em "Good Intentions..." e "Soft As Chalk".

Esta outra influência -a da ópera chinesa- foi notada por um amigo (este sim, um grande fã dela). Achei curioso quando ele mencionou, mas após uma audição cuidadosa fui lentamente percebendo elementos orientais - as distorções na pronúncia das palavras, os tambores, e até os tons usados nos instrumentos, como a harpa. Os 3 primeiros minutos de "Baby Birch" mostram bem esse "lado oriental" do disco dela. E lá pelo oitavo minuto um "riff" - se é que pode ser chamado assim - entrega totalmente o que estou dizendo.

O mais legal é quão sutilmente ela mistura essas influências e muda de uma pra outra dentro de segundos em uma canção. E como ela faz duas horas inteiras de música passarem num instante.

9.12.09

sao paulo fog


São Paulo está chuvosa, nublada e mais cinza que nunca. Eu odeio esse tempo, e pra espantar o bode, nada como fantasiar com um dia fresco e ensolarado. Pra me ajudar, uso Kings of Convenience.

Acho que não preciso falar muito sobre eles - o site deles tem um bom profile sobre a dupla. Aliás, o Erlend volta ao Brasil em breve com sua outra banda, Whitest Boy Alive, pra tocar no péssimo Studio SP por R$100,00. Não entendi nada disso e vou voltar ao Kings of Convenience para não me irritar...

Há pouco tempo a dupla norueguesa lançou seu último disco, "Declaration of Dependence", que mostra um pouco mais as habilidades do duo em criar canções leves e gostosas, além de exibir um pouco mais sua sincronia absoluta - os dois se complementam inacreditavelmente tanto na voz como no violão. É bonito de se ver - além de ser uma delícia pra ouvir (consigo ouvir horas seguidas de Kings of Convenience, principalmente quando estou trabalhando).

Essa sincronia musical fica mais aparente ainda em apresentações ao vivo, como nesta da Blogotheque. Em pouco menos de meia hora eles apresentam músicas novas ("Mrs. Cold" e "Boat Behind") e antigas (como "Cayman Islands"), além de uma cover divertida de "Free Fallin" do Tom Petty.











É visível que os dois se divertem muito ao divertir a platéia com suas manobras e caprichos, movendo o público umas três vezes ou simulando um trompete com os lábios em "Singing Softly to Me", e até cantando uma curta versão do clássico "It's My Party".

Impossível não sorrir várias vezes vendo esse vídeo e dá até uma certa inveja desse público. Sim, porque que aqui no Brasil as apresentações deles nunca foram assim intimistas, graças ao público mal educado e tagarela (durante o show do Tim eles pediram silêncio várias vezes). Inclusive numa curta conversa que tive com Erlend no antigo Studio SP ele afirmou sentir certa frustração com suas apresentações brasileiras, pois nunca obtia do público respeito nem atenção. Quem sabe um dia...

8.12.09

casa de praia


Beach House é o nome de uma série de coletâneas de house vagabundo que meu pai (irmão, tia, primos) adora(m). Também é o nome de uma banda (uma dupla, para ser mais precisa) fenomenal de Baltimore, EUA, que acaba de lançar o primeiro single ("Norway") de seu mais novo disco, "Teen Dream", que deve sair dentro em breve, mas não será novidade para muitos.

Beach House - a banda - não tem nada a ver com house. Na verdade não tem nada a ver com praia - pelo menos não com as nossas, apesar de eu amar ouvir o som deles quando estou na praia, mas voltando... O som deles me remete a uma praia mais fria, fresca, deserta...

Os vocais gelados de Victoria declamam calmamente as letras sobre guitarras secas e teclados lentos e barulhentos. Tudo parece se misturar nas diversas camadas sobrepostas, criando uma atmosfera gélida e quase que fantasmagórica. Minha mãe disse que acha triste, mas não consigo concordar com ela. O som dessa dupla me parece um sonho sereno, a paz mais pura que se pode imaginar.

Mas nesse novo album as antigas batidas sintéticas deram espaço a bumbos, pratos e ganharam corpo, o ritmo foi acelerado e a tal atmosfera gélida tornou-se mais ensolarada em canções como "Zebra" e "Love of Mine". As músicas em geral parecem mais cheias, com mais sons, instrumentos e até mesmo novos tons de voz.

Apesar de gostar (um pouco) mais dos dois discos que antecedem "Teen Dream", ele me conquista pouco a pouco, a cada audição, e ganha mais um espacinho no meu coração (e no meu last.fm).

7.12.09

si si si


E quando você descobre uma banda ótima e dois segundos depois descobre que ela não existe mais? Semana passada fuxicando a internê me deparei com o "Yes, Please", projeto já extinto da Lilly Maring, que agora faz parte de outra banda ("Grass Window", também interessante, mas nada como a primeira).

A música de Lilly é como se a Bjork tivesse cantando com o Múm no Lali Puna (que eu amo de paixão - daí o nome do blog...). Arranjos simples, voz feminina e guitarras cruas - é uma fórmula simples mas muito bonita. Me conquistou de primeira - tenho ouvido praticamente só isso nas últimas duas semanas - me parece uma boa trilha para dias de muito trabalho e muito barulho interno.

A música do Yes, Please é prova de que algo simples também pode ser belo e emocionar. Apesar de ter lançado dois EPs e um disco, só consegui encontrar esse último ("For Now, For Then, For Them", de 2008). Um bom disco com canções que fluem naturalmente - é quase um calmante natural.

Nessa época em que o mundo acelera ritmo e todos correm loucamente tentando alcançar algo que ninguém sabe direito eu me tranquilizo ouvindo essa sequência de canções belas e lentas.

eterno retorno


Sinto que meu blog é um exemplo do eterno retorno. Mesmo com as várias promessas de volta (estampadas em muitos posts) ele nunca vingou - e ao mesmo tempo, eu nunca o abandonei definitivamente. Ele é meu cantinho de conforto, pra onde eu volto de tempos em tempos e onde eu faço minha auto-análise, acompanhada do que eu mais gosto nesse mundo - a boa música.

Notei que a maior parte dos meus útimos posts foram feitos nessa época, fim de ano, perto do natal, em pleno inferno astral e na época das tantas promessas (antecipadamente frustradas por mim mesma) de renovação e de "vida nova".

Não gosto de ser tão pessoal aqui, mas às vezes é preciso. E mais do que nunca eu preciso me impulsionar pra mudar as coisas - tanto na vida como no blog. E mais uma vez afirmo aqui que vou tentar me comprometer mais com esse cantinho que já me deu tanta tranquilidade e satisfação - além de fornecer música boa e fresca aos meus caros amigos que ainda insistem em frequentar esse espaço.

Quem sabe dessa vez rola. Acompanhem os próximos capítulos! ;)
*foto daqui

7.8.09

+++


Aproveitando esses dias quente, minhas férias, meu tempo livre e o bom humor que vem com ele...

Não vou falar nada sobre esse disco, porque já foi dito o suficiente aqui (e em mais um milhão de blogs e twitters e tal). É espetacular. Sério. Baixe, ouça e seja feliz.

6.8.09

verão no inverno


Eu me interessei por esse disco somente por causa da capa - coisa muito comum na minha vida (Dungen, por exemplo, eu resolvi ouvir por causa da capa linda do Ta Det Lugnt). Nem é espetacular, mas eu adoro flaire e - convenhamos - é difícil disco com capa simples e bonita assim, principalmente quando se trata de uma cantora "pop" brasileira.

Digressões à parte - me surpreendi positivamente. Não conhecia nenhum trabalho da CéU, exceto uma música "Doce Guia", que ela canta com o 3namassa (que no dia 13 faz show no StudioSP). Acho que por isso fiquei tão impressionada com esse disco ("Vagarosa", 2009 - Six Degrees), que me fez sair da rotina musical bruscamente.

A produção é absurdamente elaborada - é um disco MUITO bem feito. Além disso, a voz da moça é realmente muito boa. Também achei muito legal que ela não tenta soar como a Gal nem como a Elis (coisa que TODAS as cantoras fazem desde sempre), e como as faixas transitam por entre o samba e o dub com delicadeza (a versão de "Rosa Menina Rosa" do Jorge Ben ficou bem interessante). Não é um disco perfeito, mas é uma delícia de verão antecipada. Canções como a trinca "Cangote", "Comadi" e "Bubuia" já valem o disco.

Já estou atrás dos outros projetos dela. Segundo o site, ela faz shows em sp em outubro, no ótimo Auditório Ibirapuera. Acho que vale ficar de olho.

do baú

No comecinho da faculdade eu ouvi essa música até gastar. Hoje lembrei dela. Continua genial. Tô procurando o disco pra postar aqui. Enquanto isso, fiquem com o vídeo (bem feioso, por sinal).

15.3.09

vem, outono!



Tem alguns discos e filmes que me lembram fases e sensações parecidas. Apesar de serem de épocas diferentes, eles estão perfeitamente organizados como uma coleção na minha cabeça, como se fossem um "kit". O album solo da Beth Gibbons, "Out of Season" é um dos meus favoritos de todos os tempos e é, junto com o "Felt Mountain", do Goldfrapp (que já postei aqui antes), parte de um " kit"" muito valioso para mim.

Muito triste, muito sombrio e muito, muito bonito, esse disco me lembra muitas coisas - os invernos na fazenda, o céu azul e muito gelado no fim de tarde, o final do colégio, começo da faculdade, as mudanças todas dessa fase... Ouvi-lo hoje em dia me dá uma certa tranquilidade. Me conforta de alguma maneira esquisita. Me soa muito familiar, talvez seja por isso.

Mas o que eu acho mais legal desse disco é o quanto ele se parece e ao mesmo tempo se distancia do Portishead. Eu adoro a banda, mas o projeto solo (na verdade uma parceria com Paul Webb) me agrada muito mais que qualquer album deles. Soa mais maduro, mais elaborado e mais "timeless". Poderia ter sido lançado mês passado que não estaria defasado.

É um disco esperançoso ao mesmo tempo desesperado. As letras ora mostram uma calma pacífica ("Mysteries") e ora a falta dela ("Funny Time of Year"). Esse tom é constante e oscila delicadamente entre o tal desespero silencioso e a calmaria. Isso acontece também nos vocais e nas batidas super suaves que permeiam o disco todo.

"Tom the Model" é a mais "cheia" das canções, com belo arranjo de metais. "Romance" e "Sand River" - que estão em sequência - tem sido as minhas favoritas do disco ultimamente. É uma linda compilação de dez faixas quase-tristes e quase-felizes.


*A foto não é a arte do disco. Só uma imagem que eu gosto.

12.2.09

desafogando

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar


Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...




cartola
preciso me encontrar

3.2.09

can you keep a secret?


Reparei que todos os meus últimos posts tem sido sobre bandas e/ou discos calminhos e relativamente previsíveis. Eu sei que não tenho escutado só esse tipo de música, mas confesso que tem me ajudado a acalmar no transito ou durante as tardes ultraquentes no trabalho. Aliás, devo fazer um update em relação ao disco do Vetiver - o povo da "firrrrrma" hoje pirou quando tocou "More of This". Foi eleito o Hit do verão 2009!

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Marcado pelas linhas de baixo (assim como o antecessor "Dreams"), "Rules", o novo disco do Whitest Boy Alive entra na linha calminha e previsível de que falei. Mas não há nada que te impeça de dançar - o baixo pulsante que permeia o disco todo é um convite absoluto à dança. De inovação, novamente, não há nada. Usa-se os mesmos tecladinhos, rifs rápidos e repeditos, a voz sempre homogênea do Erlend Oye e as mesmas batidas do outro disco. Até mesmo a capa lembra a do disco anterior. Não recomendo a quem procura sons novos, mas é ótima diversão pra quem se dispõe.

1.2.09

pequenas alegrias


Eu sei, eu sei, eu sei. Eu sei que o Little Joy é uma coisa panelinha e, principalmente, um hype. Eu sei. Mas é bom. É divertido, é fofo, é super verão, é calminho, é ótimo pra ouvir na beira da piscina e na rua, no frio absurdo de Londres, no fim de tarde no trabalho, na vitrola de alguém, com os barulhinhos do vinil arranhando junto. É ótimo.

O violãozinho simples, os vocais lindos em coral, a voz suave da Binki, as músicas com cara de Strokes, as músicas com cara de Hermanos, os vocais em coral (que eu amei, amei), as letras simples e fofas, os refrões fáceis de cantar, as batidas, os corais... Tudo grita VERÃO, PRAIA, FÉRIAS. Meudeus. Não tem como um disco ser mais verão que isso. E o Amarante é lindinho, e o Moretti também, e a Binki é lindinha também. Tudo muito fofo. Mas, como tudo tem um porém...

Eu achei uma PUUUUUUUUUUUUUUUTA mancada começarem o show com 2h30 de atraso! O público esperando amontoado enquanto a banda tomava suas cervejinhas pra começar o show às 0h40 (marcado prás 22h), em plena quarta-feira. Muito, muito feio.

Depois da entrevista com o Amarante na última Revista Trip não imaginei que algo assim pudesse acontecer. A entrevista começa assim: " Não se iluda com a fama, anônimo leitor. O show business não passa de um sonho ornado de aplausos (...) para Rodrigo Amarante. Hoje ele tá aí, olha só. Na sarjeta". Pois é. Acho que bastaram alguns gritos "Amarante, Amarante" pra mudar a cena. Pra quem quiser, a entrevista está aqui.

ooh, you make me...dance up inside



Sabe aquela banda que você esnoba sem motivo? Pura distração, falta de interesse, ou sei lá o que. Pois é, ignorei o Vetiver até o ano passado, quando me obriguei a escutar o ótimo disco de covers, "Thing of The Past". E foi assim que o pop folk perfeito deles me conquistou.

"Tight Knit", o novo disco lançado agora em Fevereiro, é mais uma bela coleção de canções de levada folk deliciosas. Nada de novo nem experimental - apenas 10 músicas ótimas, com toques de pop, folk e uma pitada de surf music. Trilha perfeita para uma tarde ensolarada de domingo.

22.12.08

transe

Fim de ano é uma loucura - me sinto como se tivesse em transe, observando tudo acontecer. E tudo acontece, e nada acontece, mil presentes, inferno astral, natal, festas, saudades, lembranças, férias, preguiça e vontade de fazer tudo ao mesmo tempo. Pra completar essa bagunça esse ano eu resolvi tirar f'érias antecipadas. E esse foi o highlight absoluto dessa viagem.

9.7.08

indovindo

Essas temporadas de blog parado me deixam super triste - a interrupção é totalmente involuntária. É falta total de tempo. Só com um feriado no meio da semana para eu conseguir voltar. Mas vou me esforçar para conseguir mais tempo para o blog. Pretendo em breve mudar os layouts.

Feriados de inverno são ótimos! Dias lindos e frios - perfeitos para não se fazer absolutamente nada a não ser ler e ouvir música. Quase terapêutico. Deu até para montar minha primeira muxtape (que na verdade é a segunda, mas a primeira foi automaticamente apagada, sabe-se lá porque...) - uma seleção aleatória das canções que ouvi hoje à tarde. Enjoy.

Explico melhor e complemento o post daqui a pouco... fica aqui a listinha:

Muxtape - Superlotado

1. This is Ivy League - A Summer Chill
2. She & Him - I Should Have Known Better
3. Alice Dona - C'est Pas Prudent
4. Roberto Carlos - Do Outro Lado da Cidade
5. Sondre Lerche - Virtue & Wine
6. Domingo - A Good Thing
7. Timber Timbre - Oh Messiah
8. Jóvenes y Sexys - El Reloj
9. Vetiver - Houses
10. Rio En Medio - Let's Groove
 

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