7.8.09

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Aproveitando esses dias quente, minhas férias, meu tempo livre e o bom humor que vem com ele...

Não vou falar nada sobre esse disco, porque já foi dito o suficiente aqui (e em mais um milhão de blogs e twitters e tal). É espetacular. Sério. Baixe, ouça e seja feliz.

6.8.09

verão no inverno


Eu me interessei por esse disco somente por causa da capa - coisa muito comum na minha vida (Dungen, por exemplo, eu resolvi ouvir por causa da capa linda do Ta Det Lugnt). Nem é espetacular, mas eu adoro flaire e - convenhamos - é difícil disco com capa simples e bonita assim, principalmente quando se trata de uma cantora "pop" brasileira.

Digressões à parte - me surpreendi positivamente. Não conhecia nenhum trabalho da CéU, exceto uma música "Doce Guia", que ela canta com o 3namassa (que no dia 13 faz show no StudioSP). Acho que por isso fiquei tão impressionada com esse disco ("Vagarosa", 2009 - Six Degrees), que me fez sair da rotina musical bruscamente.

A produção é absurdamente elaborada - é um disco MUITO bem feito. Além disso, a voz da moça é realmente muito boa. Também achei muito legal que ela não tenta soar como a Gal nem como a Elis (coisa que TODAS as cantoras fazem desde sempre), e como as faixas transitam por entre o samba e o dub com delicadeza (a versão de "Rosa Menina Rosa" do Jorge Ben ficou bem interessante). Não é um disco perfeito, mas é uma delícia de verão antecipada. Canções como a trinca "Cangote", "Comadi" e "Bubuia" já valem o disco.

Já estou atrás dos outros projetos dela. Segundo o site, ela faz shows em sp em outubro, no ótimo Auditório Ibirapuera. Acho que vale ficar de olho.

do baú

No comecinho da faculdade eu ouvi essa música até gastar. Hoje lembrei dela. Continua genial. Tô procurando o disco pra postar aqui. Enquanto isso, fiquem com o vídeo (bem feioso, por sinal).

15.3.09

vem, outono!



Tem alguns discos e filmes que me lembram fases e sensações parecidas. Apesar de serem de épocas diferentes, eles estão perfeitamente organizados como uma coleção na minha cabeça, como se fossem um "kit". O album solo da Beth Gibbons, "Out of Season" é um dos meus favoritos de todos os tempos e é, junto com o "Felt Mountain", do Goldfrapp (que já postei aqui antes), parte de um " kit"" muito valioso para mim.

Muito triste, muito sombrio e muito, muito bonito, esse disco me lembra muitas coisas - os invernos na fazenda, o céu azul e muito gelado no fim de tarde, o final do colégio, começo da faculdade, as mudanças todas dessa fase... Ouvi-lo hoje em dia me dá uma certa tranquilidade. Me conforta de alguma maneira esquisita. Me soa muito familiar, talvez seja por isso.

Mas o que eu acho mais legal desse disco é o quanto ele se parece e ao mesmo tempo se distancia do Portishead. Eu adoro a banda, mas o projeto solo (na verdade uma parceria com Paul Webb) me agrada muito mais que qualquer album deles. Soa mais maduro, mais elaborado e mais "timeless". Poderia ter sido lançado mês passado que não estaria defasado.

É um disco esperançoso ao mesmo tempo desesperado. As letras ora mostram uma calma pacífica ("Mysteries") e ora a falta dela ("Funny Time of Year"). Esse tom é constante e oscila delicadamente entre o tal desespero silencioso e a calmaria. Isso acontece também nos vocais e nas batidas super suaves que permeiam o disco todo.

"Tom the Model" é a mais "cheia" das canções, com belo arranjo de metais. "Romance" e "Sand River" - que estão em sequência - tem sido as minhas favoritas do disco ultimamente. É uma linda compilação de dez faixas quase-tristes e quase-felizes.


*A foto não é a arte do disco. Só uma imagem que eu gosto.

12.2.09

desafogando

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar


Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...




cartola
preciso me encontrar

3.2.09

can you keep a secret?


Reparei que todos os meus últimos posts tem sido sobre bandas e/ou discos calminhos e relativamente previsíveis. Eu sei que não tenho escutado só esse tipo de música, mas confesso que tem me ajudado a acalmar no transito ou durante as tardes ultraquentes no trabalho. Aliás, devo fazer um update em relação ao disco do Vetiver - o povo da "firrrrrma" hoje pirou quando tocou "More of This". Foi eleito o Hit do verão 2009!

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Marcado pelas linhas de baixo (assim como o antecessor "Dreams"), "Rules", o novo disco do Whitest Boy Alive entra na linha calminha e previsível de que falei. Mas não há nada que te impeça de dançar - o baixo pulsante que permeia o disco todo é um convite absoluto à dança. De inovação, novamente, não há nada. Usa-se os mesmos tecladinhos, rifs rápidos e repeditos, a voz sempre homogênea do Erlend Oye e as mesmas batidas do outro disco. Até mesmo a capa lembra a do disco anterior. Não recomendo a quem procura sons novos, mas é ótima diversão pra quem se dispõe.

1.2.09

pequenas alegrias


Eu sei, eu sei, eu sei. Eu sei que o Little Joy é uma coisa panelinha e, principalmente, um hype. Eu sei. Mas é bom. É divertido, é fofo, é super verão, é calminho, é ótimo pra ouvir na beira da piscina e na rua, no frio absurdo de Londres, no fim de tarde no trabalho, na vitrola de alguém, com os barulhinhos do vinil arranhando junto. É ótimo.

O violãozinho simples, os vocais lindos em coral, a voz suave da Binki, as músicas com cara de Strokes, as músicas com cara de Hermanos, os vocais em coral (que eu amei, amei), as letras simples e fofas, os refrões fáceis de cantar, as batidas, os corais... Tudo grita VERÃO, PRAIA, FÉRIAS. Meudeus. Não tem como um disco ser mais verão que isso. E o Amarante é lindinho, e o Moretti também, e a Binki é lindinha também. Tudo muito fofo. Mas, como tudo tem um porém...

Eu achei uma PUUUUUUUUUUUUUUUTA mancada começarem o show com 2h30 de atraso! O público esperando amontoado enquanto a banda tomava suas cervejinhas pra começar o show às 0h40 (marcado prás 22h), em plena quarta-feira. Muito, muito feio.

Depois da entrevista com o Amarante na última Revista Trip não imaginei que algo assim pudesse acontecer. A entrevista começa assim: " Não se iluda com a fama, anônimo leitor. O show business não passa de um sonho ornado de aplausos (...) para Rodrigo Amarante. Hoje ele tá aí, olha só. Na sarjeta". Pois é. Acho que bastaram alguns gritos "Amarante, Amarante" pra mudar a cena. Pra quem quiser, a entrevista está aqui.

ooh, you make me...dance up inside



Sabe aquela banda que você esnoba sem motivo? Pura distração, falta de interesse, ou sei lá o que. Pois é, ignorei o Vetiver até o ano passado, quando me obriguei a escutar o ótimo disco de covers, "Thing of The Past". E foi assim que o pop folk perfeito deles me conquistou.

"Tight Knit", o novo disco lançado agora em Fevereiro, é mais uma bela coleção de canções de levada folk deliciosas. Nada de novo nem experimental - apenas 10 músicas ótimas, com toques de pop, folk e uma pitada de surf music. Trilha perfeita para uma tarde ensolarada de domingo.

22.12.08

transe

Fim de ano é uma loucura - me sinto como se tivesse em transe, observando tudo acontecer. E tudo acontece, e nada acontece, mil presentes, inferno astral, natal, festas, saudades, lembranças, férias, preguiça e vontade de fazer tudo ao mesmo tempo. Pra completar essa bagunça esse ano eu resolvi tirar f'érias antecipadas. E esse foi o highlight absoluto dessa viagem.

9.7.08

indovindo

Essas temporadas de blog parado me deixam super triste - a interrupção é totalmente involuntária. É falta total de tempo. Só com um feriado no meio da semana para eu conseguir voltar. Mas vou me esforçar para conseguir mais tempo para o blog. Pretendo em breve mudar os layouts.

Feriados de inverno são ótimos! Dias lindos e frios - perfeitos para não se fazer absolutamente nada a não ser ler e ouvir música. Quase terapêutico. Deu até para montar minha primeira muxtape (que na verdade é a segunda, mas a primeira foi automaticamente apagada, sabe-se lá porque...) - uma seleção aleatória das canções que ouvi hoje à tarde. Enjoy.

Explico melhor e complemento o post daqui a pouco... fica aqui a listinha:

Muxtape - Superlotado

1. This is Ivy League - A Summer Chill
2. She & Him - I Should Have Known Better
3. Alice Dona - C'est Pas Prudent
4. Roberto Carlos - Do Outro Lado da Cidade
5. Sondre Lerche - Virtue & Wine
6. Domingo - A Good Thing
7. Timber Timbre - Oh Messiah
8. Jóvenes y Sexys - El Reloj
9. Vetiver - Houses
10. Rio En Medio - Let's Groove

26.4.08

ahn, a saudade...


Para quem é saudoso como eu é muito comum lembrar de momentos quando sente algum cheiro, ouve alguma música, ou coisa do tipo. Hoje o dia está incrivelmente igual aos dias de inverno dos tempos em que eu passava todas as férias na fazendo de uns tios meus. Incrível. E num momento shuffle começou a tocar uma nova do French Kicks e tudo simplesmente se encaixou. Seria uma trilha ideal para aqueles dias e me pareceu perfeito para o dia de hoje. Resolvi o escutar inteiro.

Ouvindo todo o disco novo com atenção percebi que apesar de não soar como novo, o álbum é bom. Muito bom, aliás. No final das contas, isso é o que sempre fez o French Kicks - discos não muito inovadores, mas bons. Competentes mesmo e que me agradam bastante.

Nesse último "Swimming", recentemente lançado e vendido no Itunes, o som não mudou, mas está um pouco mais bonito e ousado. Algumas músicas até lembram o Walkmen - principalmente nas guitarras e vocais, como na faixa de abertura "Abandon". Mas eles são menos barulhentos e os vocais são mais suaves, lembrando às vezes o Ambulance LTD.

A banda soa mais solta, arriscando até canções mais lentas, que saem do indie rock barulhento em direção a algo um quê praiano, já demonstrado no título do disco. "Said so What" e "Love in the Ruins" são as amostras mais óbvias do que estou tentando dizer. Só ouvindo para entender este belo disco que - já estou sentindo - será trilha das minhas tardes ensolaradas de outono.

French Kicks - Swimming
Myspace

24.4.08

aiai

Fico até triste de não conseguir manter o ritmo do blog - o trabalho tem me consumido e no restante do tempo eu tento dar conta de tudo. Mas vou me esforçar pra mantê-lo vivo.

Enquanto isso vou deixar aí um vídeo novo do espetacular Pitchfork.tv - Bill Callahan cantando minha favorita dele Diamond Dancer. De derreter corações!


21.3.08

shalalalala


Quando eu ouvi a trilha do "Death Proof" pela primeira vez fiquei apaixonada pela versão do Smith para "Baby, It's You", do Burt Bacharach, que eu conhecia na versão dos Beatles. Bem roqueira a lá 60's rock, voz feminina forte e uma viradinha inicial de guitarra que me mata toda vez que eu escuto essa música. E aí que eu comecei uma busca por outras versões da música e achei coisas bem interessantes e resolvi postar aqui uma compilação "caseira" - mas não coloquei tudo, senão cansa.

A primeira delas, do Dolly Mixture, trio britânico de garotas formado nos anos 80, que conheci nesse blog bem bacanudo. A versão delas é espetacularmente pop e doce - os vocais contribuem muito para essa fofice toda. Bem divertida e vale a descoberta dessa banda. Vale muito a pena procurar mais coisas das meninas.

Também coloquei algumas versões bem peculiares que encontrei em uma compilação feita em homenagem à Burt Bacharach. A faixa dos Hi-Fi Ramblers é beeem 60's, com guitarras marcadas e vocal choroso. Já o Petty Booka - duo japonês que toca ukulele e faz covers com cara de musica havaiana (?!?) - fez uma versão bizarra, mas incrivelmente gostosa. E a do Bradipous Four, que eu desconheço, é puro surf music, totalmente instrumental. Bem engraçado.

Além disso incluí a já famosa versão dos Beatles e a das Shirelles, banda doo-wop de garotas dos anos 60, que faziam bem o estilão Motown antes de a própria estourar. Bem legal e cheio de referências bacanas.

Baby, It's You - VA

19.3.08

voltando um pouco


Aproveitando essa onda de bandas indie pop que eu tenho postado aqui no blog vou colocar mais um disco pop que tenho escutado bastante.

Aaron Schroeder é um compositor/cantor norte-americado que faz um pop/folk bem gostosinho. Assim como as variadas influências - que vão de Bob Dylan a Belle & Sebastian - o som de Schroeder passeia por entre o indie pop e o folk, entre outras vertentes. O disco dele que vou postar aqui é o primeiro, "Southern Heart In Western Skin", lançado pela Letterbox em 2006, que acho mais interessante que o segundo, "Black & Gold", de 2007.

"Southern Heart..." é um disco gostoso. Mais um, eu sei, mas vale à pena. São 9 canções rapidinhas e fofas. Faixas como "The Real World" e "Santa Ana" mostram todo lado folk capirão de Aaron, com gaitas, slide, e a clássica batidinha de folk country americano. Mas isso acontece de um jeito bem bacana, com duplas de vocais fofos masculino e feminino. Em outras situações, Schroeder usa toda sua carga pop, como em "21", que lembra bastante o B&S, e "Dead Rabbits". Esse disco é a prova que misturar estilos é algo muito simples de se fazer, e que acontece quase que imperceptivelmente quando se tem talento.

Para quem ficar curioso, o myspace do moço tem algumas faixas do seu album mais recente.

"Southern Heart In Western Skin" - Aaron Schroeder

11.3.08

hypes


É um tanto difícil definir "hype" quando algum hype é a sensação do momento dentre tão poucos. Geralmente eu ignoro essas coisas ou pego birra e nem quero ouvir (estou falando de música, sim). Mas na semana passada uma capa de disco chamou minha atenção e ficou na cabeça. Quando isso acontece eu tenho que ouvir de qualquer jeito. E aí que o tal disco, que é EP, é muito incrivelmente bom. E nessas horas eu fico triste que o maldito hype indie talvez nunca seja levado a sério e passe rápido, como todo hype.

De qualquer maneira, eu acho que vale a pena colocar esse disco aqui porque é algo muito especial. O EP "Sun Giant" já foi apresentado como "best new music" do Pitchfork e postado por vários blogs/sites/afins. Os norte-americanos do Fleet Foxes fazem um som extremamente folk, levado sempre pelos vocais - que às vezes lembram um coral desses de colégio. É tudo muito bonito, muito sereno.

Os violões crescentes, a bateria poderosa, tudo lembra muito o America ("Ventura Highway", "Horse with no name", acho que deu pra localizar...). Aliás, é como se o America tivesse se juntado à turma do Devendra e colocado o Arcade Fire pra cantar. Não dá pra explicar muito - bom mesmo é ouvir.

"Sun Giant" - Fleet Foxes (link daqui)


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Mudando de assunto, as imagens do novo videoclipe da Björk foram divulgadas no site dela. O novo vídeo para a música "Wanderlust" será todo feito em 3D pelo duo Encyclopedia Pictura, que fez o ótimo vídeo para "Knife" do Grizzly Bear. Aguardo ansiosa.


manhãs chuvosas


Faz milênios que não acordo com o barulhinho de chuva e aquele friozinho que a acompanha. Uma pena - esse tempo seco e quente acaba com meu bom humor.

Ouvindo o EP "Silver Rain" da banda italiana Warm Morning consigo relaxar um pouco e me imaginar numa manhã fria de garoa. Que delícia. O disco, lançado no ano passado pela Shelflife, é na verdade uma combinação de um CD com 5 faixas e um vinil 7'' com mais duas - a faixa-título e "Slow Motion Picture". São 7 canções pop com grande influência folk, levadas por violões rápidos e vocais suaves, quase sussurrados, dos irmãos de Piacenza. No myspace deles dá para ouvir boa parte do disquinho, inclusive "Feather", a minha grande favorita. Uma delícia pop.

28.2.08

suddenly everything happens


Hoje resolvi postar um disco não tão novo de uma banda não tão nova. O California Snow Story foi fundado por David Skirving, ex-guitarrista e fundador do Camera Obscura. Após colaborações em "Biggest Bluest Hi-FI" ele fundou o California Snow Story e gravou o EP "One Good Summer", lançado pela Shelflife em 2002. O EP ainda guardava muito do Camera Obscura, com canções fofas e muito pop ("Summer Avenues" é linda!). One Good Summer era só o prenúncio de que mais indiepop viria de David.

Em 2006 a cantora Sandra Belda Martínez juntou-se à banda, que lançou no ano passado o ótimo álbum "Close to The Ocean", dessa vez pela Letterbox. O som desse disco ainda é bem parecido com o da antiga banda de Skirving, mas eu diria que é um pouco mais maduro. Talvez pelas melodias mais simples e vocais menos infantis e mais doces de Sandra.

Apesar de ser muuuuito indiepop o disco é mais tranquilo, as canções são mais suaves e delicadas. Não há tanta afetação indie. O que resta é um belo disco pop com canções bonitas e muito gostosas. É isso. É gostoso de ouvir. Perfeito para aqueles dias tensos no trabalho em que só se quer ir embora para algum lugar tranquilo - é dar play e se deliciar.

One Good Summer EP
Close To The Ocean

27.2.08

cukoos












Em Outubro do ano passado eu ganhei uma compilação bizarra que o João trouxe para mim de Londres - ele havia ido a um show e resolveu comprar o disco que estava sendo vendido por lá. Faz um tempo que eu queria postar ela aqui, mas tinha medo de subir por que o Max Tundra havia pedido ao mesmo João que retirasse um vídeo do tal show, que ele tinha subido pro youtube. Massss, recentemente eu achei a compilação em um blog e resolvi postar sem peso na consciência!

David Shrigley é um maluco ilustrador / músico / animador / fotógrafo / artista inglês. Ele lançou há algum tempo um livro de ilustrações bizarras e poemas (se é que podem ser chamados assim). O pequeno livro esgotou em pouquíssimo tempo e fez muito sucesso entre o povo da música pop inglesa, levando David a uma idéia interessante - convidaria bandas bacanas para musicar os poemas de seu livro.

Esses tais shows de Londres eram parte da Turnê de lançamento do novo projeto "David Shrigley's Worried Noodles" - combinação do livro no tamanho de uma caixa de CD e dois discos, contendo 39 faixas com versões dos poemas. Entre os artistas que colaboraram estão Hot Chip, Deerhoof, Islands, YATCH, Grizzly Bear, Scout Nibblet, Dirty Projectors, Psapp, Liars e o já citado Max Tundra.

Não preciso nem me esforçar muito pra mostrar o quanto amei essa compilação - vários artistas fodas fazendo músicas malucas e genais - foda! Como é inevitável em "pout-pourris", algumas faixas são bem nonsense e às vezes até um pouco trash, mas em geral a coletânea é muito, muito boa. Há várias surpresas boas, como a banda Cotton Candy, e curiosidades, como a canção "No" nas versões beeem diferentes de Franz Ferdinand e Hot Chip.

*No myspace do Shrigley há várias das faixas em streaming, alguns vídeos animados. Bem legal.

Disco 1
Disco 2

18.2.08

look at the flowers today


Em seu primeiro disco ("El Perro Del Mar", de 2006), a cantora Sarah Assbring se mostrava absolutamente melancólica e tímida. Canções como "This Loneliness" e "People" mostravam bem estes sentimentos. No novo "From The Valley To The Stars", que será lançado no fim de Fevereiro, esta melancolia parece ter dado lugar à esperança e até à alegria.

Sarah proclama esses sentimentos desde o título do disco até as faixas. Faixas como "Happiness Won Me Over", "Glory to the World" e "Do Not Despair" mostram claramente o amadurecimento musical e emocional da cantora - ouso até afirmar que o primeiro decorre do segundo.

"From the Valley..." é muito mais maduro que o primeiro, mais bonito, mais ousado e tem mais identidade. Mais instrumentos aparecem e são usados de formas diferentes - algumas faixas soam muito à Jens Lekman, o que é ótimo. As músicas nesse disco também são mais instrumentais, mostrando outro lado da El Perro como compositora. É uma bela evolução.

O primeiro single, "How Did We Forget" (uma das melhores do disco) já está no site do selo, Licking Fingers, junto com a linda "Hello Goodbye".

17.2.08

de volta às fofices...


Tenho escutado muitas bandas novas e discos recentes. Muuuitos. Desse monte pouco me impressionou como os norte-americanos do Headlights. Eu não conhecia a banda antes do recém-lançado "Some Racing, Some Stopping", mas eles já haviam lançado alguns EPs e o álbum de estréia "Kill Them With Kindness", de 2006, que pretendo adquirir em breve.

"Some Racing..." é um disco muito bonito, que apresenta uma banda com som pop bastante adulto. As canções são lindas e delicadas, levadas quase sempre pelos vocais suaves da Erin Fein, acordes de violão e back vocals bacanudos. Nada é alto demais ou pesado demais, mesmo nas faixas mais dançantes. É um álbum essencialmente indie pop.

Perfeito, sem exageros nem contenções, este disco me conquistou. Extremamente viciante!
 

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